quarta-feira, 26 de julho de 2017

de cabeça (erradamente) ocupada


Às vezes sinto que nós, seres humanos, acabamos por funcionar como pequenos mártires. Perante um «porquê?», respondo que não faço a mínima ideia. Não conseguimos fugir a esta coisa de sofrer, de nos sentirmos trespassados, ainda que por uma espécie de faca meramente metafórica. Acabamos sempre, nem que seja uma vez na vida (e, oxalá, fosse só uma), na merda.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

a mãe


À minha amiga mais antiga, o abraço mais forte que conseguir dar. Por todo o amor, que nas alturas mais difíceis, nunca faltou. Pelo carinho que sempre foi mais do que abundante. Pela paciência, para a qual o adjetivo anterior nunca será suficiente. 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

coimbra


Nasci aqui, de costas para o Mondego. De frente para dias felizes, noites intermináveis e tardes de sol. Quando pouco sabia sobre o que quer que fosse, fui começando a conhecer as ruas deste sítio, que sempre vi como meu, como parte de mim. A minha cidade querida, com quem partilhei quase tudo, até aqui. Dos defeitos, só eu posso falar. Ai de quem ouse dela dizer mal.

terça-feira, 4 de julho de 2017

uma história de corações com luz


Se me perguntarem onde está, respondo que está junto a ti. Deve estar. Ou se calhar... se calhar és tu. Eu fico na dúvida, não consigo distinguir. 

domingo, 2 de julho de 2017

um caminho até uma porta castanha

A magia dos céus cinzentos persiste incógnita. O despertar de um amor pelos dias frios, pelas mãos geladas, idem. A paixão desenfreada pelo café, pelo conforto da alma. Os sorrisos nos olhos de quem enfrenta um novo dia. O cansaço nos corpos de quem se arrasta por um cenário assim. Felizes dos que se arrastam ali. 

nexo de causalidade entre direito penal e um blog


Eu não sou muito fã do direito penal. Minto. Não sou nada fã. Não entendo o que leio, nem depois de puxar pela cabeça bem mais do que uma junta de bois puxa por uma carroça. Qualquer esforço da minha parte é em vão, ou pelo menos é assim que o sinto.
Nunca se faz luz na minha cabeça no que toca ao direito penal. É uma triste realidade que vou tentando contornar. Já desisti de tentar compreender. Vivo numa fase engraçada em que tento aprender como deixar de entrar em pânico de cada vez que me deparo com ela (ela, a realidade).
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