sexta-feira, 27 de julho de 2018

SOS casa nova... e outras coisas

Em breve vou mudar de casa. Vai ser a minha primeira vez fora de "casa dos pais" e confesso que estou a morrer de medo.
Fiz a faculdade na minha cidade natal, pelo que estive sempre muito na minha zona de conforto. Aproxima-se uma aventura que prevejo ser incrível, mas também muito complicada.
Não vou viver completamente sozinha, como normalmente acontece nos filmes e coiso e tal. Vou viver com o meu namorado e isso deixa-me descansada, claro, mas também é uma aventura do caraças. Utilizando uma expressão engraçada: uma rosa cheia de espinhos.

cinza, rosa, branco, dourado
Há já coisas que me vão deixando completamente louca. A preocupação é inevitável e não fosse eu uma maria stressada, estaria tudo melhor.


1) Rendas astronómicas. 

O meu namorado já vive em Lisboa e é precisamente para lá (ou cá, visto que vos escrevo de Alvalade) que vou também morar.
Todos sabemos da crise que vive o mercado imobiliário, das rendas altíssimas, dos imóveis que não são nada de jeito e, ainda assim, a malta quase dá um rim para lá morar. Pois bem, pelo que parece, só tende a piorar.

O período de pesquisa foi longo para nós. Vimos tudo e mais um par de botas. Corremos todos os sites possíveis e imagináveis. O Rui fez umas poucas visitas e, ainda assim, a coisa não parecia risonha.

O nosso primeiro objetivo foi procurar um T1 por um preço razoável. O que é razoável? Esta pergunta não é nada, mas mesmo nada fácil. Hoje em dia vemos de tudo. Apartamentos minúsculos cujas rendas rondam os 600 euros, outros que passam os 700. É ridícula a discrepância entre determinadas zonas, também.

Depois de nos apercebermos que viver em Lisboa seria, de início, incomportável (visto que vou fazer mestrado e apenas ele trabalha), começámos a procurar em zonas mais periféricas. O "foco" da coisa foi a Amadora.

Uma pessoa fala em Amadora e cai logo o carmo e a trindade. Porque é isto, porque é aquilo: perigoso, feio, longe.
Eu ainda não vivo lá, mas depois de alguma pesquisa e umas quantas visitas à cidade, tenho pouco a apontar. Terá as suas zonas mais complicadas, como qualquer cidade do país. Não há sítios perfeitos - ou pelo menos ainda não conheci nenhum.

Surgiu-nos uma oportunidade incrível: um T2, na Amadora, remodelado com uma renda simpática, dentro daquilo que procurávamos. O prédio é antigo e o aspeto, no que ao exterior diz respeito, não é maravilhoso (nem lá perto). Mas o trabalho que está a ser feito no interior deixa-me muito animada a respeito da casa.

O apartamento não está mobilado, o que implica algum investimento da nossa parte. Essa será, talvez, a parte mais chata de tudo isto. É uma desvantagem, mas ao mesmo tempo permite encontrar alguns apartamentos mais interessantes com rendas mais baixas. Mas disto falarei mais abaixo!

Nesta coisa de procurar casa, sobretudo em cidades onde começa a ser incomportável a emancipação dos jovens, é preciso paciência (aos quilos) e uma pitada de sorte. Ah!, e algum desprendimento quanto àquilo com que se sonha, por contraposição ao que se pode ter.

2) Um lar em vez de um amontoado de móveis e outras coisas. 

Uma coisa que me deixou preocupada, como já disse, foi o facto de o apartamento não estar mobilado e, assim, ser necessário investir em mobília. A preocupação e o medo foram inevitáveis, porque me fui apercebendo de que os móveis são bem mais caros do que imaginava e, aliado a isso, todos os meus projetos (na cabeça, nos álbuns do Pinterest, etc.) começaram a parecer demasiado impossíveis.

Logicamente, não quero viver num espaço que não me diga nada e não me faça sentir confortável na minha própria casa. Quero sentir que tenho um lar, não que vivo no meio de um amontoado de móveis e outras coisas.

Para isso é preciso dinheiro, e não é pouco.

Um sofá custa os olhos da cara. Uma televisão, idem. Uma cama até parece baratinha, mas quando se faz a conta à dita cuja, ao estrado, ao colchão... o panorama muda e vira cenário de terror.

Há várias hipóteses para tentar resolver este problema: desde logo, procurar móveis usados no OLX (há umas quantas opções a um preço simpático, esperando a boa-fé dos vendedores, claro!); procurar nas "oportunidades" do IKEA (descobri que há toda uma zona com móveis de exposição a preços absurdamente mais baratos); falar com familiares e amigos e ver "o que anda perdido lá por casa" ou "pronto para ir para o lixo" (há sempre uma tia, um tio, a mãe ou a avó a querer desfazer-se de qualquer coisa ou com tralha a mais lá por casa... a minha avó deu-nos uma máquina de lavar roupa que tinha arrumada na garagem, por exemplo).

Sorte a minha, que tenho uma mãe cheia de vontade de ajudar... despacha-me os tapetes, restaurou-me uma mesa super gira, é incrível!

Ainda relativamente ao IKEA, eles têm uma possibilidade de crédito. Com estas coisas é sempre preciso ter algum cuidado porque tudo o que não se quer é ficar refém deste bicho de sete cabeças. Eu ainda não consegui ler com atenção todos os pormenores, vantagens e desvantagens da coisa, mas hei de arranjar um tempinho para o fazer.

De resto, há que manter a atenção a tudo o que é loja. Assinar newsletters para cuscar promoções, por exemplo, pode ser uma ajuda.

3) Preciso de comer!

Uma outra preocupação gigantesca prende-se com a questão da comida. Uma pessoa não vive sem comer, por muito tentadora que possa parecer a ideia de perder uns quilinhos (brincadeira, calma!).
É preciso ter consciência de que se queremos ter uma casa habitável, com móveis, tapetes e todos os tarecos e mais alguns a título de decoração é preciso racionar os gastos.

Fui-me apercebendo que para comer é bem ainda é preciso gastar bom dinheiro e, para tal, também há que estar atento às promoções e não nos deixarmos enganar. Passo-me com a publicidade super enganosa de alguns supermercados... acho uma atitude tão desleal para com o cliente. Enfim...

E cada vez mais me parece que o Jumbo é um ótimo hipermercado para fazer compras e, sem certezas, mas de acordo com a experiência, parece-me o mais acessível dos maiores e mais conhecidos. Com o mesmo número de volumes em vários supermercados, pago sempre menos (mas substancialmente menos) no Jumbo.

4) Os extras. 

Como jovens que somos, estamos numa fase em que aproveitar é palavra de ordem. Gostamos de jantar fora, de sair à noite, de viajar para aqui e para acolá, de fazer coisas diferentes, de ir ao ginásio, etc. Começa a parecer impossível fazer tudo isto (ou até apenas parte) com todos os gastos já referidos.

Há que manter os pés assentes na terra e perceber que há tempo para tudo. Provavelmente, custará muito no início, mas as coisas voltarão ao seu lugar. Se tivermos de jantar menos vezes fora, assim será. Se não pudermos fazer aquela viagem que queremos muito, não se faz. Pomos a fasquia mais baixa e visitamos sítios mais perto, mais em conta.

Quanto ao ginásio, por exemplo, embora haja múltiplas opções low cost, podemos sempre optar por fazer exercício em casa ou aproveitar a rua para dar aquela corrida ou fazer exercício. Não vale a pena andar com a corda ao pescoço.

5) Os choques ideológicos. 

Por último, mas não menos importante...
Com esta mudança, descobri que é muito importante e difícil saber gerir a diferença de opiniões. Eu e o Rui, o meu namorado, temos gostos semelhantes, nalgumas coisas, mas bastante diferentes,  noutras. Tem-se tornado complicado gerir o choque de opiniões e de ideias, sobretudo para mim que, como mulher que sou, tinha todo um rol de planos na cabeça quanto à minha "casa de sonho".

Como é óbvio, esta não será a minha casa de sonho, mas quero torná-la especial e bonita. Quem não quer viver num sítio onde se sinta bem?
Acontece que temos chocado imenso em muitas coisas: a cor dos móveis, por exemplo... Tem sido de doidos. Porque eu teimo em querer os móveis brancos e ele escuros. Temos tentado chegar a um consenso e, a pouco e pouco, creio que vamos lá chegar.

Mas nas visitas ao IKEA a coisa descamba quase sempre. Sinto-me uma incompreendida e detesto isso. Depois, fervo em pouca água... o que é um problema.

Em breve vou fazer um post sobre as minhas ideias e inspirações para a minha casa.

Se alguém tiver dicas sobre como poupar quando se quer mobilar uma casa, sou toda ouvidos. MANDEM TUDO!!!!! Estou sedenta dessas coisas.

Beijinhos,

Raquel

2 comentários so far

  1. Mudar de casa é sempre uma dor de cabeça. Enquanto estudante só por um quarto em Lisboa já pago um balúrdio e mesmo assim não é dos mais caros! Quanto à comida, sim não fica barato, eu por acaso acho que gasto menos no mini preço do que no jumbo, tenho os dois ao pé de casa e consigo sempre melhores promoções pelo mini preço. Fazer o cartão de lá ajuda, o que compras em maior quantidade ao fim de algum tempo tens cupão de desconto e fica-te mais em conta!
    Quanto a poupar em mobilar em casa, uma das grandes dicas é para arrumação usar os cubos simples do ikea, dá para comprar os cubos em separado e depois o acessório de gateva ou porta, ou podes deixar simples e meter um cesto por exemplo, dão imenso jeito e são em conta! Para de coração aconselho-te a passares pelo meu canal, lá faço DIYs, trabalhos manuais, tudo a um preço super baixo e és capaz de encontrar coisas que gostas que também tu podes fazer em casa ;) Se precisares de ajuda em algo concreto manda-me mensagem ou email e terei todo o gosto em ajudar! kiss^^

    Patsilvarte : blog | youtube

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    1. Olá Patrícia!! Que bom ler esta tua mensagem!!

      Eu sou de Coimbra e lá não é muito comum ir ao Minipreço, nem há muitos. Mas hei de experiementar porque todos os cêntimos contam!! Tenho de ver se há algum pertinho da nova casa.

      Aii eu estou doida com aquelas gavetinhas ou portas para pôr nos cubos Kalax!!! Fiquei fã. Tenho uns móveis semelhantes da Kasa, quero ver se as dimensões são assim para o iguais e dá para aplicar lá as peças do IKEA!

      Vou agora ver o teu canal, mal posso esperar!!!

      Beijinhos,
      Raquel

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