quarta-feira, 20 de junho de 2018

sweetbitter, a série que me deixou ainda mais apaixonada por ny


Sou daquelas pessoas estranhas, que tendem a não querer ver as séries de que toda a gente gosta, que estão muito bem cotadas no IMDB e que, sem margem para dúvidas, são boas, verdadeiramente boas.

Eu cá fico-me pelas séries pequeninas (e umas quantas "grandes", vá). Romancezinho parvo, drama exacerbado. Normalmente tenho pontaria para gostar daquelas que não passam da primeira temporada. Depois dou comigo a ter um desgosto do tamanho do mundo quando vou pela internet em busca da data do lançamento da temporada seguinte e... "série x cancelada". É horrível, tenho a dizer-vos. Porque uma pessoa cria aquela empatia com as personagens, está louca por vê-las mais uma vez e há alguém que dá cabo da coisa toda.

Hoje falo-vos de uma série cuja primeira temporada tem apenas 6 episódios e que ainda não consegui perceber se terá, ou não, uma segunda temporada. Se souberem, podem dar-me a notícia, seja boa ou má. Estou preparada!

Sweetbitter. É uma série americana baseada num romance (com o mesmo nome), de Stephanie Danler.

A história gira em torno de Tess, que chega sozinha a Nova Iorque, vinda da sua cidade natal (uma cidade mais pequena, o que leva a que fique naturalmente deslumbrada com o que encontra). Porque a vida em NYC não é um mar de rosas e é preciso dinheiro para aguentar a coisa, a miúda vai em busca de um trabalho para fazer uns trocos. Acaba por ficar "à experiência" num restaurante.

Mas não é um restaurante qualquer, meus amigos. Para mim é um restaurante extremamente esquisito, que ora parece uma coisa a sério, ora parece que tem particularidades que fazem dele tudo menos um restaurante, mas um mero embuste. Isto pode ser só de mim, atenção!

Depois é aqui que a coisa não é bem como pintam. Se derem uma voltinha pela Wikipedia ou mesmo na sinopse da série, é dito que a Tess vai, basicamente, conhecer o mundo das drogas, do álcool, do amor, da luxúria. Além disso, vai experimentar restaurantes de requinte, etc. coiso e tal.
Pois bem, não acho que esse seja o fulcro da série. Não me parece, dos episódios que vi, que seja nisso que devemos focar-nos.
O que vos quero dizer é que apesar de efetivamente ela conhecer realidades que, antes, lhe eram estranhas, não é suposto colocarmos um peso enorme nesta obscenidade (se é que lhe posso chamar assim), porque não é isso que define a série, a meu ver.

Há muitas coisas por detrás das várias peripécias por que a Tess vai passando e, muitas delas, sou-vos sincera, fizeram-me refletir sobre alguns aspetos da minha vida, pensar em coisas que quero fazer e na forma por que é possível alcançá-las.
Fez-me, também, querer dar mais valor a alguns dos pequenos prazeres da vida, muitas vezes desprezados e desdenhados por serem tão "pequenos" mas, vistas bem as coisas, tão especiais e de grande importância.

Já para não falar de uma outra coisa: a paisagem noturna de Nova Iorque, que me deixa de coração aos pedacinhos por nunca ter tido a oportunidade de lá ir, mas quase paradoxalmente com uma vontade imensa de o fazer, um dia destes.

Como parte assim mais para o negativa desta série, fica o facto de, muitas vezes, sentir que os episódios são subaproveitados. Sinto que há muita história por contar e, em tão poucos episódios (os desta primeira temporada) foi impossível elucidar-nos verdadeiramente sobre o que se passa. Assim, fica uma curiosidade imensa por satisfazer.

A ver vamos...

Alguém por aí que veja esta série??

Se tiverem sugestões de séries destas mais pequeninas, muito femininas, dramáticas e românticas (LIKEEEE!) deixem nos comentários.


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