sexta-feira, 30 de março de 2018

fomos à (nova?) nut coimbra


Depois de uma tarde (mais ou menos) bem passada, porque estudar nesta altura nunca leva a momentos propriamente maravilhosos, eu e o Rui decidimos que queríamos comer uma tripa. Aquela tripa doce, a de Aveiro.

Há uns tempos, ainda no verão - portanto, há bastante tempo - fomos a uma loja pequenina, nas escadas do Quebra-Costas e devorámos não uma, não duas, mas três tripas (a última, claro, partilhada).

Apesar do tempo chocho da tarde de ontem, seguimos em direção à alta de Coimbra, para repetir a dose. Eu fiz imensa pressão para que tal acontecesse, afinal aquela é das partes da minha cidade que mais adoro. Sinto-me sempre feliz, lá. Seja noite, seja dia. Traz-me uma alegria e uma nostalgia estranha, mas muito boa. E aquela companhia, do meu miúdo, torna sempre tudo ainda melhor.

Qual não é o nosso espanto quando, de água na boca e estômago encolhido, chegámos ao sítio e... puf!, a lojinha das tripas desapareceu. Agora vende-se ali açaí (coisa da moda, hein?). Hei de provar daquilo, é certo. Mas naquela tarde, o que queria mesmo era uma coisa doce, uma gordice qualquer. E se não me engano, o Rui também.

Acabámos por descer até à baixa em busca de um qualquer local onde servissem tripas. A verdade é que sítios como esses são mato, porque coisas doces há sempre alguém a querer. E, apesar de não ser tipicamente conimbricence, o turista (ou a pessoa normal, tipo nós) aproveita e dá um saltinho a Aveiro (metaforicamente falando) enquanto está por aqui.

Não encontrámos nada. Mas momentos antes, enquanto descíamos até à baixa, tínhamos encontrado um amigo do Rui que nos tinha dito que a Nut (uma daquelas lojas que vendem produtos encharcados em Nutella) tinha mudado de sítio e agora era no Largo da Portagem.
É certo que não desisti enquanto não corri a baixa toda em busca das afamadas tripas, até ter percebido, finalmente, que não ia haver tripa para ninguém. Por fim, lá demos uma oportunidade à Nut.

Já tinha ido à Nut cá em Coimbra, quando ficava na Praça do Comércio. Embora o local envolvente - a praça - não fosse de todo mau, pelo contrário, o espaço em si não era muito acolhedor (eu, pelo menos, nunca achei) e a esplanada acabava por também não ser o sítio mais agradável do mundo. Pecava por não oferecer grande conforto. E malta, digam-me lá: para enfardar uma waffle ou um chocokebab é preciso estar-se bem alapado, numa cadeira confortável, não? Se calhar não, pronto. Se calhar vai bem em qualquer lado. (risos!!!)

Mas isto para dizer que fiquei mega fã do novo espaço (sinceramente não sei se se mantiveram as mesmas pessoas a explorar o espaço, até porque acho que aquilo é um franchising), mas tive uma experiência totalmente diferente.
Em termos de ambiente, achei mega acolhedor. A decoração está muito fofinha e aquelas cadeiras... não apetece sair de lá por nada. Até perguntámos à senhora, que me pareceu ser a responsável pelo espaço, onde as tinha comprado. São de uma loja em Leiria e, segundo ela, made in Portugal.
Em termos de atendimento, achei as funcionárias muito simpáticas e solícitas (mais do que no espaço antigo), super prestáveis e conversadoras. Umas mais que outras, é certo, mas também vai do feitio de cada um.

Quanto a preços, não podemos esperar milagres. Comi uma waffle com Nutella, morangos e açúcar em pó (que custa 4.30 €) e ainda fui menina para acrescentar natas por cima (por mais oitenta cêntimos...). Mas a verdade é que estava divinal e, em termos de topping, fui bastante bem servida. Não estavam a economizar nadinha, e bem!

O Rui comeu um chocokebab (na verdade, acho que tinha um nome ligeiramente diferente), que é uma espécie de kebab doce, cheio de chocolate branco e de leite/avelã, com gelado de Nutella no meio. A verdadeira bomba, portanto. Ele gostou muito! Eu confesso que aquele toque frio do gelado tornou tudo bem mais interessante do que eu pensava.

E para vós pessoas anti-doces que acham que tem ar de ser demasiado enjoativo... deixem-se de lérias! O açúcar faz bem à alma (assim de vez em quando).

Gostei muito da nossa experiência. Deixou-me imensamente feliz que tenham reformulado totalmente o espaço e tornado tudo tão mais acolhedor e confortável. Não imaginam como soube bem estar ali, naquele cantinho pequenino e quente, enquanto chovia lá fora e o vento não dava tréguas, a devorar umas gordices.

Deixo algumas fotografias para "aguçar o apetite".




E como ficámos sem tripa, peço aos conhecedores do negócio da tripa que me digam onde posso comer uma tripa em Coimbra. Sim, acredito que as de Aveiro sejam muito boas (quiçá melhores), mas o passeio até à Ria fica para outras núpcias. 

Beijinhos,
Pirosa 

PS: Esta é a minha mais sincera opinião. Este post não é, de qualquer forma, patrocinado. Cheers! 

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