terça-feira, 16 de janeiro de 2018

rascunhos 1 (coimbra)


A noite cerrada metia medo
Pela calçada, o andar lento
Parecia esconder um qualquer segredo
Mas não era assim

Ninguém às janelas
Não estavam lá
Vazias as vielas
E eu, depressa, aterrado, fugia delas

De solidão no bolso
Mas por pouco tempo
Em busca de alguém a quem
Soubesse bem aquele momento


Dali em diante não seria igual
Descobri Coimbra, mãe de Portugal
Cheguei sozinho, de peito apertado
E agora nada faço, sem um amigo ao lado

Do Penedo às salas da faculdade
Custa-me o tempo a passar
Entristece-me esta idade
Porque me vou

E digo adeus a quem
Tão bem me recebeu
Mas hei de voltar
Para ver o que foi meu

Porque o tempo passa
Teima em passar
Mas os meus verdes anos
Vou sempre abraçar  

Porque o tempo passa
Teima em passar
Mas Coimbra aqui fica
Para outro sonhar

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