segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

à minha surpresa de dois mil e dezassete


Caiu do céu, só pode. Nada fazia prever. Era um dia fora do normal, mas normal também. Não esperava nada de novo. 
Achava que sabia muito sobre amor, sem saber nada, na verdade. Achava-me conhecedora do misto de sensações que provoca nas pessoas, mas não podia estar mais errada. Tenho a certeza disto e é tão bom ter uma certeza destas. 

Quatro ou cinco palavras e uma história muda. Não têm de ser palavras bonitas, dadas ao romantismo. Não foram palavras bonitas, dadas ao romantismo. Não foi nada digno de filme do Nicholas Sparks, daqueles de fazer chorar qualquer um. Esteve mais perto de uma cena de Sexo e a Cidade. Tinha cerveja pelo meio. Barulho, muita gente e confusão. Espíritos animados, sedentos de diversão. 


Sabia lá que íamos ser amigos. O meu melhor amigo. Como é que poderia imaginar? 
Sabia lá que seríamos namorados mais para a frente, nesta história. 
Sabia lá que serias capaz de me fazer tão feliz, de fazer parar o tempo, de fazê-lo passar tão depressa e tão devagar. 
Sabia lá que era possível fazeres-me chorar por estar feliz. 
Sabia lá que tinhas o dom de me por a rir. 
Sabia lá que os teus abraços eram assim. 
Sabia lá que os teus beijos eram assim. 
Tão bons. 
Sabia lá que dormias tanto. 
Sabia lá que cantavas bem. 
Sabia lá que eras tão parvo. 
Sabia lá que eras tão compreensivo. 
Sabia lá que tinhas essa personalidade incrível. 
Sabia lá eu. 

Não poderia saber. E ainda bem.
Porque esta coisa de nos descobrirmos está a ser uma aventura do caraças. Isto de aprender "o amor" contigo, connosco, faz-me feliz. 

Depois foste embora e eu fiquei. Desde aí que quero ir também. Vou indo, vou voltando. Mas no fundo, quero sempre ir. 
Tenho saudades do teu abraço. Tenho saudades dos mimos. Tenho saudades tuas. 

E este título é daqueles que induz em erro. Porque não foste a minha surpresa de dois mil e dezassete. Foste a surpresa da minha vida toda. 

Vê se voltas rápido e responde-me a esta pergunta difícil. 
Estamos fechados? 

Guardo comigo uma lista infindável de projetos para nós. De coisas para fazer e tentar fazer. "Eu, tu e esse furacão que a gente resolveu chamar de amor."

Este é um daqueles desabafos parvos, que não consigo guardar só para mim, porque preciso de extravasar esta coisa maravilhosa de estar apaixonada. 


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