quinta-feira, 2 de novembro de 2017

projeto: bruxelas (parte zero)

Nota prévia: Sim, é um post longo. Mas tinha de vos falar de tudo isto.


O post que hoje vos escrevo é, vendo bem, mais do mesmo. Há mil e um posts deste tipo nos milhões de blogs à vossa disposição na "blogosfera". Mas, quem sabe, o meu não será especial. Quiçá tu aí, desse lado, possas identificar-te mais comigo do que com outra (ou outro) qualquer. 

Eu e o Rui (o meu mais que tudo a.k.a. namorado) somos muito parecidos, no meio da imensa diferença que nos caracteriza. Mas a verdade é que somos mais parecidos do que diferentes. Somos comunicativos, não gostamos de estar parados, queremos fazer coisas e andar por aí. Queremos (e queremos muito!) conhecer sítios novos, revisitar sítios onde já estivemos para que os possamos ver de outra forma, com outros olhos. Queremos embarcar em aventuras espetaculares e aproveitar, ao máximo e da melhor maneira, tudo o que a vida nos possa dar. Dar que é como quem diz... já que a maior parte das coisas temos de as pagar! 

Como não podia deixar de ser, com feitios e personalidades destas, a nossa veia wanderluster começou, cedo, a dar de si. Após meio ano juntos, decidimos marcar uma viagem. A primeira de muitas. 

A ideia inicial era... não me lembro! Falaram-se em tantas cidades, vieram tantos nomes à baila. Algumas cidades italianas mas, sobretudo, Londres. O que é certo é que acabámos a escolher Bruxelas

1. Porquê Bruxelas? 
Não há uma grande história por detrás da escolha do nosso destino. Sinceramente (e sem que pareçamos uns desgraçados), foi o destino mais barato que encontrámos. E visto que o desejo de ir por aí, de largar a rotina por um bocadinho, era tanto, não havia por que teimar em negar que a Bélgica, mais precisamente Bruxelas, seria uma ótima opção. 
Aliado a isto vem o facto de nos parecer uma cidade muito bonita (depois tratamos de atestar esta informação). Confesso que fiz uma pesquisa infindável por fotografias: corri google, instagram, tumblr, pinterest. Antecipadamente (e espero que não ingenuamente), fiquei rendida. 


2. O voo
Inicialmente teimei em pesquisar voos na eDreams. Parecia-me a melhor opção por, à primeira vista, todos os voos me parecerem, no geral (e feitas as contas à ida e à volta), muito mais baratos do que nos sites das companhias (tipo Ryanair e Easyjet). 

Todavia, como pessoa desconfiada que sou, sempre muito preocupada com eventuais acidentes de percurso, dediquei-me a fazer uma pequena pesquisa no portal da queixa, a ver se descobria algo de novo sobre a eDreams. E não é que a malta estava toda ali, a linchá-los em praça pública? Um valor absurdo de gastos administrativos que era cobrado mesmo no fim do processo de compra das passagens, a linha de apoio ao cliente que raramente (ou nunca) funcionava, os bilhetes que nunca apareciam, etc. 
Fiquei logo desanimada: afinal, aquele site maravilhoso que, achava eu (ingénua criatura), ia salvar a minha vida e permitir-me conhecer o mundo sem ter de ser riquíssima, era uma valente de uma m****. 
Fiz uma publicação no facebook dirigida aos meus amigos super viajados e vieram logo bater ainda mais no ceguinho, de que a eDreams, como eu já estava a começar a descobrir, não era grande coisa. 

Resignei-me. Aceitei o meu destino (que, naquela altura, seria ter de pagar mais) e comecei a pesquisa pelo site da Ryanair. Não tardou até encontrar um voo a um preço simpático, muito embora continuasse frustrada porque, até ali, tinha encontrados pechinchas bem melhores. 
Mas não ficámos mal servidos, malta. Calma! 

Conferenciei com o meu adjunto (o meu namorado), que me disse que lhe parecia tudo bem. Ele tratou de fazer a compra e, minutos depois, estávamos todos contentes porque... ia haver viagem!!! 

O voo (ida e volta) custou cerca de 33 euros e, a par disso, houve outras vantagens. Os horários de partida de Lisboa e Bruxelas são muito bons, permitindo-nos aproveitar bem o tempo que temos (quatro dias/três noites), porque partimos de manhã e voltamos à noite. 
O aeroporto para em que aterraremos é Zaventem, o que me pareceu muito bom, dado que tínhamos visto outros voos, pelo mesmo preço, para outros aeroportos menos centrais e, assim, o que gastamos a mais no voo seria aquilo que acabaríamos por gastar em transfers

Desde que comprámos o voo houve apenas uma alteração no horário que foi comunicada ao Rui via email, mas nada do outro mundo. Vamos partir mais cedo, se não me engano. E não estou nada importada! 

Notinha: Querida malta da Ryanair: por favor, não cancelem o nosso voo!


3. Onde vamos ficar? 
E é aqui que começa o nosso primeiro percalço. Mal comprámos o voo para Bruxelas fomos começando a ver sítios para ficar. 
Com um budget apertado, decidimos, quase sem ter de se discutir sobre isso, que iríamos optar por arrendar um apartamento ou ficar num quarto através do Airbnb
Coube-me a tarefa de ir procurando com mais pormenor e até encontrei umas coisas engraçadas. Entretanto, descobri que, enquanto lá estamos, começa o Mercado de Natal de Bruxelas, uma coisa gigantesca com 200 lojinhas, um ringue de patinagem, etc. Parece-me uma coisa muito gira, digna de filme natalício, mas que puxa muita gente. 

Deve puxar mesmo porque as opções de sítios para ficar começaram a diminuir de dia para dia. Até que HOJE cheguei ao ponto de estar a dar voltas pelo Airbnb e ler num cantinho algo como "Só há 1% de sítios disponíveis para as suas datas". Instalou-se o pânico, como seria de esperar. 
A casinha com jardim que eu tanto gostava e para onde nos queria levar já estava ocupada... e comecei a perceber que não era só a casinha com jardim, mas quase todos os sítios! 

Tratei de dar a boa-nova ao Rui que, preocupado, me mandou tomar uma atitude e, finalmente, escolher um sítio. Apresentei-lhe uma opção que não me satisfazia totalmente porque, apesar de muito central, era muito mais cara do que queria. Quase optámos por esse apartamento em modo "último recurso", tal era o desespero. 
Resolvemos continuar a procurar. Parecia-me uma procura infrutífera. Eu começava a ler os comentários e só me passavam coisas terríveis pelos olhos (lençóis sujos, quartos com entrada para a mesma casa de banho cujas portas não fechavam, etc.). 

E não é que do nada o Rui me envia "O sítio" (o link está no fim do post). Não é um luxo, note-se. Nem teremos o apartamento inteiro só para nós. Mas gosto de acreditar que vamos conhecer um bocadinho da magia do Airbnb (se é que isso existe!). O preço mostrou-se bem mais agradável às nossas carteiras. 
Com o desconto de 27 euros que acabámos por ter porque a minha amiga Rita me convidou para me registar no site, o valor total foi de 113 euros. MUITO MAIS SIMPÁTICO, relativamente aos duzentos e tal euros do outro apartamento. 

Moral da história: Não deixem a reserva dos sítios onde vão ficar para a última. Pode dar asneira. Como quase deu para nós... 


Para já, é isto que vos conto, porque a verdade é que também ainda não há mais nada para contar. Estamos com umas ideias de fazer render os dias e visitar outras cidades perto, mas fica para o próximo post

Sintam-se à vontade, queridos leitores, para deixar dicas e ideias para a nossa #primeiraviagemadois.


Beijinhos e abraços, 

2 comentários so far

  1. Adorei saber, eu também vou a Bruxelas e a Roma em Janeiro e também comprei o voo na Ryanair que me custou 17€ só ida, quanto ao alojamento optámos por um hotel!!

    Novo post: http://abpmartinsdreamwithme.blogspot.pt/2017/11/zaful-bordeaux-wishlist.html

    Beijinhos ♥

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  2. Que sorte, Roma!! Gostava muito de visitar, confesso. De Itália, só estive em Veneza, e foi muito pouquinho tempo, dois dias. Não podes perder os posts sobre Bruxelas!!!! Beijinhos!

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